Como não sou como a comum das mulheres na casa dos 30, sem falsas modéstias sei que sou gira, inteligente, boa, divertida e amiga. Sou também mázinha, crítica, impulsiva, instável, insana. . Sou uma verdadeira Borderline.

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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Definição de Borderline (aquela que vem nos livros...)....depois dou-vos a minha.

 

Borderline é um transtorno de personalidade que trás sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" não se refere ao limite entre um estado normal e um psicótico. Ele se refere a uma instabilidade constante de humor.

Não é muito freqüente. Nos EUA considera-se 2% da população, (mas cuidado, geralmente as estatísticas lá são exageradas). Muito mais frequente em mulheres do que em homens (por isso a página é escrita no feminino).

1) Sintomas (claro que nem todas as Borderline tem todos estes sintomas):

  • Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
  • Dificuldade de administrar emoções
  • Impulsividade.
  • Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Podem marcar uma consulta dizendo que estão super deprimidas, querendo morrer. No dia seguinte é possível que cheguem à consulta bem humoradas, bem vestidas, maquilhadas, vaidosas.
  • Comportamento auto-destrutivo (uso de drogas, alcool, cortarem-se ou queimarem-se). As Borderline dizem que se mutilam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
  • Tentativas de suicídio, mais frequentemente as de impulso do que as planejadas.
  • Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
  • Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
  • Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante.
  • Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente.
  • Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, etc.).
  • A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
  • Mais raramente, episódios psicóticos (sentirem-se observadas, perseguidas, gozadas, comentadas).

2) Risco aumentado para:

  • Compras Compulsivas.
  • Sexo de risco.
  • Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
  • Depressão.
  • Distúrbios de Ansiedade.
  • Abuso de substâncias.
  • Transtorno Afetivo Bipolar.
  • Outros Transtornos de Personalidade.
  • Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.

3) A causa provável é uma mistura de:

  • Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separaçãos dos pais, orfandade.
  • Vulnerabilidade individual.
  • Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.

Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".

4) Evolução:

  • Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
  • Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
  • Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.

5) Fatores de bom prognóstico:

  • Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
  • Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
  • Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
  • Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
  • Ser casada.
  • Ter filhos.
  • Não ser promíscua.

6) Tratamento.

A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápicos trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.

  • Medicação:

O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.
Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.

Embora a medicação seja muito importante, ela é actor coadjuvante. O actor principal no tratamento é a Psicoterapia.

  • Psicoterapia:

As mais úteis são as Analíticas, contudo não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.

 

Como disse no inicio do post, esta é uma definição das que vem nos livros. Claro que na "vida real" as coisas não são assim: Pelo menos comigo. E ainda bem.

Vou tentar analisar tópico a tópico para ver se me identifico.

 

Depois volto para fazer a tal comparação, "á la Moky".

 

 

sinto-me:
música: I´m so crazy about it

publicado por Moky às 11:00

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5 comentários:
De Cátia a 8 de Maio de 2009 às 15:14
Pois, andava aqui À procura de gente que tivesse o mesmo problema que eu...e eu tenho quase todos esses sintomas. :P Fica bem.


De Oden a 2 de Dezembro de 2009 às 19:12
visita o meu blog - http://mentedesregulada.blogspot.com


De Caviar a 8 de Outubro de 2009 às 14:28
As definições que se encontram para o Disturbio de Personalidade Borderline são sempre iguais, são demasiado redutores. Somos pessoas normais, somos pais, filhos, casados, amantes, namorados, temos empregos e responsabilidades e e temos consciência do que nos rodeia, temos bom-senso e, mais importante, temos a perfeita consciência de nós próprios e das nossas fraquezas. Estas definições genéricas e absurdas só contribuem para alargar o fosso entre os "normais" e nós, fomentando a ignorância e a estupidez.
O meu caso, e graças ao profissional que me acompanha, é muito simples: não sofro de BPD nem sou Bipolar, sou apenas uma pessoa com um problema que se manifesta esporadicamente. Esse profissional fez questão de salientar que não é adepto de rótulos nem tão pouco os procura atribuir, apenas procura combater um problema concreto, o resto é irrelevante.
Minha cara, felicidades para ti e para a tua gravidez :) E não te esqueças, só daqui a 9 meses é que podes ser Borderline outra vez. Neste momento nem que a vaca tussa, tu não podes fazer palermices. Tens muito tempo, por isso faz lá uma pausa...


De Carla a 29 de Setembro de 2010 às 19:15
Caviar,

Deves ser homem e pai, e como nao engravidas e pelos vistos nao sabes, ou sabes o que os comuns dizem-" estar gravida é o estado de graça"-deixa me parrtilhar como é estar gravida e ser bipolar. NAO ha pausa na gravidez, a doença assalta ainda mais o corpo e a mente, nao ha medicaçao, e a que há, no meu caso Valium, nao acalma, nao impede de sentir o vazio que toma conta de ti- nao ha controlo algum!
A gravidez nao tem de ser um happy moment- nao tem de ser , nao é assim.
Porta te bem,
Carla
P.S- Desenterras te o Caviar?


De Carla a 29 de Setembro de 2010 às 19:50

Caro Caviar,

Ha que chamar as coisas pelos seus nomes- entao tem um problema esporádico?!
A definiçao nao é absurda - está certa- eu sinto, acredito no que sinto.

Nao sou a favor do estigma, mas pelo amor de Deus nao vamos fingir que isto é só as vezes que bate forte, e mesmo com o melhor psiquiatra( nem isso lhe chama) precisamos de viver a vida , gerindo as emoçoes o melhor que pudermos, que é bué complicado para quem cohabita com o vazio!
Um bom psicoterapeuta pode ajudar muito mas só nós podemos viver nossa vida!

We can run, but we can`t hide


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